SPORT X ARARIPINA: EM CAMPO O QUE DESCEU E O QUE SUBIU.

A partida entre Sport X Araripina, dia 13 de janeiro de 2010, quarta-feira, à noite, no Recife, marca duas situações antagônicas. O Sport Recife, depois de ter conquistado o tetracampeonato estadual, ter sido campeão da Copa do Brasil e da belíssima campanha na Taça Libertadores das Américas, foi rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Por seu turno, o Araripina é o jovem time estreante na Primeira Divisão do Campeonato Pernambucano de Futebol, fato inédito na história esportiva do Araripe.
O Leão da Ilha é um velho conhecido no cenário futebolístico, acostumado a grande jogos, enquanto o Bode do Araripe vai encarar pela primeira vez o profissionalismo de partidas oficiais na elite do futebol regional.
Na arrancada do Estadual e sob a turbulência da queda à Série B, o Sport tenta reconquistar a hegemonia do futebol local, enquanto o time sertanejo busca surpreender os adversários e conquistar mais um topo na hierarquia futebolística nacional (quem sabe, uma participação na Série D ou C do Campeonato Brasileiro ou mesmo o inédito direito de disputar a Copa do Brasil, dependendo de sua colocação na sua estreia no Pernambucano).
É um jogo que promete muitas emoções e surpresas e, dependendo do seu resultado positivo ao time do Interior, poderá nascer mais um grande clube estadual (o Araripina), que, segundo estimativas, já é um grande em termos de torcida, desbancando times tradicionais como o Central de Caruaru (que não possui uma grande torcida e tem se tornado um clube de altos e baixos) e até mesmo o Náutico, do Recife, que possui apenas 6% dos torcedores pernambucanos.
Segundo estimativas mais otimistas, se tivesse um estádio de médio porte, com capacidade para 25 mil pessoas, dependendo dos bons resultados, o Araripina colocaria 10, 15, 20 mil pessoas em jogos no Chapadão do Araripe, principalmente contra os Grandes da Capital, isso porque toda a torcida da Região acompanha o time araripinense.
Na jornada à ascensão à elite do futebol pernambucano, foram registrados grandes públicos no Chapadão. Uma alternativa de engenharia civil que poderia ser feita no Chapadão para aumentar a capacidade do estádio (por um custo infinitamente inferior e de conclusão rápida) e acolher esse grande público ávido pela novidade seria a construção de lances de arquibancada através da fundação de vigas e colunas premoldadas nos espaços onde hoje existem os barrancos no Chapadão do Araripe com verbas do Ministério dos Esportes (Governo Federal), o que não seria muito difícil em 2010, por se tratar de ano eleitoral e de Copa do Mundo.
Sandro Moraes
Jornalista Esportivo.
1.504-DRT/PE